Festival QuiltBrasil
- Adriana Guimarães
- há 10 horas
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Em 2016 assumi a comunicação visual do Festival Internacional de Quilt e Patchwork, em Gramado. Foi o início de uma jornada transformadora, tanto no campo profissional quanto no pessoal. Mais do que desenvolver identidade, campanhas e materiais gráficos, mergulhei em um universo que une técnica, tradição e afeto — e ali encontrei algo raro: propósito.
O evento, ativo desde 1997, reunia um público fiel, majoritariamente mulheres acima dos 50 anos, que chegavam ávidas por novidades e, sobretudo, por pertencimento. A feira de produtos e serviços, os cursos, oficinas e palestras, as exposições nacionais e internacionais — tudo isso era importante. Mas o verdadeiro valor estava no encontro, na troca de saberes, na continuidade de uma arte transmitida de geração em geração. Nesse ambiente aprendi a costurar, me apaixonei pela prática e compreendi, na essência, a força cultural das artes manuais.
A pandemia marcou uma ruptura profunda. Em 2020 tornei-me sócia da QuiltBrasil e realizamos duas edições em Nova Petrópolis e uma, em 2025, novamente em Gramado. No entanto, o cenário havia mudado. O mercado se retraiu após a crise sanitária e as severas enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024 impactaram diretamente o setor de eventos e o comportamento do público.
Em 2025 optamos por encerrar as atividades da empresa — uma pausa necessária para compreender as transformações sociais, econômicas e tecnológicas que redefiniram o mercado. Respeitando uma história costurada com amor e criatividade, entendemos que, às vezes, saber fechar um ciclo é também um gesto de maturidade.
O Festival QuiltBrasil foi muito mais do que um evento. Foi palco de descobertas, aprendizado e trocas afetuosas. Uma celebração vibrante da arte do Quilt e do Patchwork — e um capítulo da minha trajetória do qual tenho imenso orgulho de ter feito parte.

O EVENTO




























































































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